sexta-feira, 21 de junho de 2013

Ampliando a reflexão sobre a criança como consumidora

Na contemporaneidade a criança assumiu um status de consumidora que antes estava restrito ao universo adulto. Esse novo papel tem gerado uma grande discussão dos impactos causados neste público sobre os efeitos da mídia e do consumismo infantil. O artigo proposto a seguir, escrito pelo pesquisador David Buckingham, nos permite pensar nesta questão a partir de uma perspectiva de ampliação do olhar para a a relação criança e consumo. Seguem abaixo o resumo do artigo - publicado na revista Comunicação, Mídia e Consumo - e o link para o mesmo.


Repensando a Criança-Consumidora: Novas Práticas, Novos Paradigmas
David Buckingham


O relacionamento das crianças com a mídia e com a cultura do consumidor vem se tornando, nesta última década, um foco de atenção e de debate. As crianças ganharam mais e mais importância não apenas como um mercado em si, mas também como um meio de atingir os mercados dos adultos; e em paralelo, um número crescente de comentadores critica a aparente ‘comercialização’ da infância, demandando uma mais rígida regulamentação do marketing direcionado às crianças. Este estudo busca contestar os termos em que a questão social do consumo das crianças é tipicamente apresentada e compreendida, e a visão sentimental da infância que tende a informar esse debate. Este estudo argumenta que precisamos ter uma visão mais ampla da atividade comercial, indo para além da propaganda ou do marketing; e que precisamos entender o consumo infantil em relação ao consumo dos pais, e também da sociedade em um âmbito maior. No tocante a este aspecto, este estudo destaca especialmente o papel da mídia, que está sempre mudando, e contesta alguns dos relatos mais otimistas sobre o uso da mídia digital pelos jovens, além de considerar as dimensões comerciais de formas tais como as redes sociais (social networking) e as tecnologias móveis. Finalmente, argumenta que precisamos olhar para além das conhecidas dicotomias entre estrutura e atuação que ainda caracterizam o debate público e acadêmico nesta área.





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