sábado, 22 de junho de 2013

Sexta-feira financeira - Escola de Educação Financeira

Um outro tema de interesse deste grupo de estudos é a questão da renda e sua relação com o consumo e o endividamento. Nesse sentido, o grupo recentemente visitou a Escola de Educação Financeira para conhecer a atuação desta instituição neste tema. A Escola de Educação Financeira é uma parceria entre o Governo do Estado do Rio de Janeiro, o Fundo Único de Previdência Social do Estado do RJ e a Comissão de Valores Mobiliários. Apesar do atendimento priorizar os segurados do Rioprevidência, as atividades estão abertas gratuitamente a todos os cidadãos interessados no tema. 
Seguem abaixo as informações do Evento Sexta-feira financeira, que ocorrerá no dia 28 de junho.




Palestra: Tesouro Direto
Objetivo: Sensibilizar o público quanto ao papel do mercado financeiro no dia a dia do cidadão comum.
Horário: 10h às 12h

Palestra O Mercado de Capitais e Atuação da CVM
Objetivo: Informar o público quanto ao papel do mercado de capitais, bem como quanto a oportunidades e riscos dos investimentos financeiros. 
Horário: Das 13h às 15h 

Palestra: Por dentro do Mercado Financeiro 
Objetivo: Esclarecer aos participantes sobre o Programa de Vendas de Títulos do Governo Federal pela Internet. 
Horário: 15h às 17h


As inscrições para este ou outros eventos podem ser realizadas através do formulário existente no site. A Escola realiza frequentemente cursos, palestras e outros eventos e é interessante ficar atento na programação. A Escola se localiza em Vila Isabel na Rua Felipe Camarão, numero 83 (telefone: 2334-1846). 
Confira a programação e inscreva-se pelo site 


Vale ainda conferir e curtir a página da Escola no facebook para ficar atualizado sobre os eventos realizados além de acessar muitas outras informações sobre o tema. 


Visita dos alunos e professoras do curso de Economia Doméstica da UFRRJ à Escola de Educação Financeira

O consumo infantil em audiovisuais

Os documentários “Criança, a Alma do Negócio” e “Muito Além do Peso” problematizam a relação-consumo e são pontos de partida importantes para a reflexão dos múltiplos e complexos elementos presentes na abordagem do tema. 

  

Criança, A Alma do Negócio é um documentário sobre como a sociedade de consumo e as mídias de massa impactam na formação de crianças e adolescentes.
Muito além do peso é um documentário que discute por que 33% das crianças brasileiras pesam mais do que deviam. As respostas envolvem a indústria, o governo, os pais, as escolas e a publicidade. Com histórias reais e alarmantes, o filme promove uma discussão sobre a obesidade infantil no Brasil e no mundo.
A questão do consumismo infanto-juvenil deve ser uma questão assumida em sua complexidade pela família, escola e sociedade como um todo especialmente se assumida nas perspectivas econômicas, ambiental, social e ética.
Na realização da pesquisa realizada junto ao público infantil, tem sido possível não só conhecer suas práticas de consumo, mas acima de tudo superar a ideia do consumidor - vítima passiva e manipulada pelo mercado, passando a concebê-lo também como atores sociais e agentes ativos. 
Seguem abaixo os links para ambos os documentários completos no youtube, onde estão disponíveis.


Criança, A alma do Negócio (2008)
Direção: Estela Renner - 50 min.



Muito além do peso (2012)
Direção: Estela Renner - 84 min.


sexta-feira, 21 de junho de 2013

Nossos Suportes

No momento nosso núcleo vem se dedicando a leitura e discussão da contribuição de Lipovetsky para a compreensão do fenômeno do consumo.

A felicidade paradoxal: ensaio sobre a sociedade de hiperconsumo 
Gilles Lipovetsky



Um dos mais polêmicos e profícuos pensadores da atualidade, Lipovetsky dedica-se a estudar o universo de consumo e o comportamento dos indivíduos na contemporaneidade desde seu a era do vazio, de 1983. em a felicidade paradoxal, esse estudo chega a seu ápice, no que poderia ser chamada uma pequena história do consumo privado atual.

Tentando entender a ambigüidade de uma época em que a felicidade é valor máximo, mas carrega consigo inúmeras aflições do espírito, Lipovetsky cria a tese de que, na sociedade de hiperconsumo, essa felicidade é paradoxal. de um lado, estão dadas as condições para que as aspirações individuais sejam satisfeitas pelo mercado; de outro, também estão postos os obstáculos que se contrapõem à postura hedonista do indivíduo contemporâneo. assim, sua felicidade é uma rede complexa feita de facilidade-dificuldade, de frivolidade-reflexividade. o hiperconsumidor tem acesso ao ter, mas aspira a ser; os mais diversos prazeres sensoriais estão ao seu alcance, mas é preciso preservar a saúde, evitar os excessos, fazer regime, manter a forma.
O que Lipovetsky propõe é a reavaliação da formação do indivíduo, com vistas ao fortalecimento da autonomia e da crítica, para que se possa resistir à sedução feérica da publicidade e do espetáculo.


Outras sugestões de leitura...

 

  • O Mundo dos Bens: Para Uma Antropologia do Consumo - Mary Douglas & Baron Isherwood 
  • Consumidores e Cidadaos Conflitos Multiculturais da Globalizacao - Nestor Garcia Canclini 
  • Sustentabilidade Ambiental Consumo e Cidadania - Fatima Portilho 
  • Teoria das Compras - O que orienta as escolhas dos consumidores – Daniel Miller

Ampliando a reflexão sobre a criança como consumidora

Na contemporaneidade a criança assumiu um status de consumidora que antes estava restrito ao universo adulto. Esse novo papel tem gerado uma grande discussão dos impactos causados neste público sobre os efeitos da mídia e do consumismo infantil. O artigo proposto a seguir, escrito pelo pesquisador David Buckingham, nos permite pensar nesta questão a partir de uma perspectiva de ampliação do olhar para a a relação criança e consumo. Seguem abaixo o resumo do artigo - publicado na revista Comunicação, Mídia e Consumo - e o link para o mesmo.


Repensando a Criança-Consumidora: Novas Práticas, Novos Paradigmas
David Buckingham


O relacionamento das crianças com a mídia e com a cultura do consumidor vem se tornando, nesta última década, um foco de atenção e de debate. As crianças ganharam mais e mais importância não apenas como um mercado em si, mas também como um meio de atingir os mercados dos adultos; e em paralelo, um número crescente de comentadores critica a aparente ‘comercialização’ da infância, demandando uma mais rígida regulamentação do marketing direcionado às crianças. Este estudo busca contestar os termos em que a questão social do consumo das crianças é tipicamente apresentada e compreendida, e a visão sentimental da infância que tende a informar esse debate. Este estudo argumenta que precisamos ter uma visão mais ampla da atividade comercial, indo para além da propaganda ou do marketing; e que precisamos entender o consumo infantil em relação ao consumo dos pais, e também da sociedade em um âmbito maior. No tocante a este aspecto, este estudo destaca especialmente o papel da mídia, que está sempre mudando, e contesta alguns dos relatos mais otimistas sobre o uso da mídia digital pelos jovens, além de considerar as dimensões comerciais de formas tais como as redes sociais (social networking) e as tecnologias móveis. Finalmente, argumenta que precisamos olhar para além das conhecidas dicotomias entre estrutura e atuação que ainda caracterizam o debate público e acadêmico nesta área.





Apresentação - NEC

Este Núcleo de Estudos está vinculado ao curso de Economia Doméstica da Universidade Rural do Rio de Janeiro e visa problematizar o consumo em suas múltiplas relações - com os valores; com aspectos globais e locais; sociais e culturais; com a mídia; com o meio ambiente, ressaltando o custo social da produção de bens de consumo; com a ética e a cidadania; com a saúde; com a educação; e com tantos outros aspectos igualmente importantes que encontram-se transversalizados nesta temática.
O estudo do consumo adquire um significado importante na cultura contemporânea, enfatizada como a cultura do consumo. Impõe-se assim uma discussão do consumo que não se vincule, somente, à satisfação de uma necessidade como um bem material, mas a uma abordagem ampliada da formação e do desenvolvimento do hábito de consumir que é um requisito fundamental para a sobrevivência da sociedade de consumo. De fato, não se pode perder de vista que a satisfação que se procura com a aquisição de um produto não se vincula necessariamente à sua utilidade como um bem material, mas sim enquanto símbolo.

Vale ressaltar que a temática do consumo e da publicidade são objetos do estudo desenvolvido pela professora Patrícia Freitas responsável pelo núcleo e sua dissertação de mestrado teve como objeto de análise as representações de gênero na publicidade para crianças por ocasião do dia das crianças.